Ao ler e sempre leio os textos de Ricardo Gondim, senti-me confrontada em minhas crenças; algo que há tempos já me incomodava, pois sentia-me presa a um sistema religioso que em tese, deveria trazer-me a liberdade. Mas não conseguia sentir tal liberdade. Uma liberdade que prende, uma liberdade do “isto não pode, estes não podem fazer parte de nosso corpo” e por aí vai… que liberdade é esta? Sempre me perguntava, mas seguia, mesmo sentindo-me ainda presa, seguia… até que veio o Gondim.
A linguagem poética e humana de seus textos não apenas serviu-me de leitura agradável aos olhos, mas alento para minh’alma, pois vinham de encontro aos meus anseios. Quando escreve, Gondim deixa vazar sua humanidade. Ternamente levou-me a uma reflexão profunda e ao mesmo tempo óbvia; tão óbvia que poucos têm sensibilidade de entender e alcançar. Discernimento espiritual?
Reflexões de do pastor Ricardo Gondim… lembro-me da primeira vez que ouvi pasma meu pastor ler para mim. Tornei-me apaixonada e ávida leitora. A paixão singular com que escreve é apaixonante e a mensagem, verdadeira. Não conseguia entender comentários como: “onde está aquele pregador apaixonado, assembleiano que tantas mensagens nos trouxe? Gondim apostatou da fé”! Vê-lo ser chamado de herege, apóstata e até de bundão e ver a serenidade de suas respostas a tais agressões, trouxe-me a luz o que ainda faltava-me para estar em plena comunhão comigo mesma: coragem de falar e externar ao mundo a minha liberdade, e esta liberdade, poucos, infelizmente, conseguem ou querem alcançar.
Ouvir pessoas falando que Gondim mudou com o tempo, que era um pregador assembleiano apaixonado e hoje apostatou da fé, me deu uma certeza: Gondim não é herege, não apostatou da fé, mas está sempre em desconstrução, e eu aprendi com ele, a sempre estar nesta procura pela desconstrução. Sempre revendo meus conceitos. Ousando pensar fora da caixa… sair da caixa. Poucos ousam, poucos têm esta coragem. E Gondim teve! Induziu-me a tal postura. A rever o meu evangelho do “isto não pode, este ou aquele não pode”, para o evangelho da graça, a verdadeira graça, a que não se compra nem com dinheiro nem com atitudes… mas se vive.
Talvez, apenas talvez, minha visão feminina e emotiva esteja um pouco fora do contexto real de vida deste, que pra mim é um dos mais apaixonantes escritores e pastor (de fato) que o Brasil já teve. E por tudo que aprendi com você, muito obrigada, pastor Ricardo Gondim.
Ouso dizer que hoje, sou fruto saudável de seus pensamentos transformados em rabiscos… em rascunhos, e hoje sou apenas rascunho, pois aprendi com você a estar sempre em desconstrução.
Rozana
A Anja_Arcanja
Via:O Mundo Da Anja
